Intro Gallery
2A – TAPECEIRA
A história de Betsy Ross permanece viva na memória coletiva, mas, na verdade, ela foi uma tapeceira e fabricante de bandeiras extremamente produtiva. Embora não se conheça nenhum recibo da confecção da primeira bandeira, sabemos que Betsy fez diversas bandeiras e manteve contato com muitos cidadãos proeminentes por meio de seu trabalho como tapeceira.
George Washington não foi a única figura conhecida a contratar Betsy para serviços de estofaria. Entre seus clientes também estavam Benjamin Franklin, Benjamin Chew, Tench Coxe e o governo da Pensilvânia.
Contas e Recibos, 127.2
Documentos da Família Coxe, Coleção 2049
Historical Society of Pennsylvania
Livro de Memorandos de Benjamin Franklin
Pago a John Ross, tapeceiro: 14 xelins e 6 pence
American Philosophical Society
2B – Les Reçus de Washington
John e Betsy Ross estavam a caminho de se tornarem tapeceiros bem-sucedidos quando abriram sua primeira oficina de estofaria em 1774. Entre seus clientes mais proeminentes estava George Washington. Quando Washington esteve na Filadélfia para o Primeiro Congresso Continental, no outono de 1774, ele encomendou itens sofisticados para Mount Vernon, sua propriedade na Virgínia, incluindo camas confeccionadas pelos Ross.
Em seu livro-caixa, em 30 de setembro de 1774, Washington registrou: “Bed Furniture & Making £55.12.6” Isso significa que, em 23 de setembro de 1774, George Washington adiantou a John Ross, o upholder (termo da época para tapeceiro) £15 para dar início ao trabalho. No dia 30, ele comprou o tecido para as camas. Em 10 de outubro de 1774, Washington quitou o restante da dívida com John Ross, no valor de £29.7.2.
O custo total das camas, incluindo mão de obra e materiais, foi de £55.12.6.
Quanto valia £55.12.6?
Cinquenta e cinco libras, doze xelins e seis pences representavam uma soma significativa de dinheiro. Um trabalhador homem ganhava, em média, £59 por ano; uma trabalhadora mulher, cerca de £25 por ano.
Isso significa que um trabalhador homem precisaria gastar todo o seu salário anual para comprar esses itens, ou que uma mulher teria de trabalhar dois anos para poder arcar com esse custo.
Mount Vernon Ladies’ Association
Photograph by Gavin Ashworth
23 de setembro de 1774
-Memorando. Deixei com o Sr. Ross, o upholder (tapeceiro), 5 meios joes para a compra de móveis, a serem posteriormente prestados em contas: 15.0.0
30 de setembro de 1774
-Por 2 peças de chita para roupa de cama: 9.0.0
30 de setembro de 1774
-Por 7 jardas de musselina a 5/: 1.15.0
10 de outubro de 1774
-Pela conta do Sr. Ross, excluindo as £15 adiantadas no dia 23 de setembro: 29.17.2
2C – BETSY ROSS, A FABRICANTE DE BANDEIRAS
Ao longo de sua vida, Betsy Ross confeccionou centenas de bandeiras. O recibo mais antigo conhecido de seu trabalho como fabricante de bandeiras data de 29 de maio de 1777, duas semanas antes da Resolução da Bandeira, de 14 de junho.
RECIBO
“Uma ordem a William Webb para Elizabeth Ross no valor de catorze libras, doze xelins e dois pences, pela confecção de bandeiras navais, etc., depositada na loja de William Richards… £14.12.2”
Pennsylvania Navy Board Minute Book
Pennsylvania Historical and Museum Commission
RECIBO
28 de maio de 1813 — “grande insígnia americana”, ao custo de US$ 27
Rodney Collection
Delaware Historical Society
LIVRO-CAIXA, PROVEDORIA DE SUPRIMENTOS PÚBLICOS,
1809-1812
Coxe Family Papers, Coleção 2049
Historical Society of Pennsylvania
Chicago History Museum
ICHi-066120
A maioria dos registros sobreviventes sobre a produção de bandeiras de Betsy data da Guerra de 1812, período em que ela costurava sob o nome de seu terceiro marido, como Elizabeth Claypoole. Os recibos indicam que ela confeccionou insígnias navais, bandeiras de guarnição e bandeiras de apresentação destinadas a relações diplomáticas oficiais com povos indígenas americanos. É provável que esses documentos representem apenas uma fração de todas as suas encomendas.
2D – BETSY E A CULTURA POPULAR
A Betsy Ross House não foi o único fator que manteve a história de Betsy viva. Também contribuiu para isso o crescimento de um mercado consumidor de imagens e objetos comemorativos relacionados a Betsy Ross. Esses produtos tornaram-se especialmente populares ao longo do século XX, pois evocavam o patriotismo e a identidade americana em períodos marcados por intensa imigração, transformações sociais e instabilidade econômica. Como resultado, a popularidade de Betsy Ross disparou.
2E – UMA FAMÍLIA SE LEMBRA
L’histoire de Betsy fut partagée publiquement pour la première fois par son petit-fils, William Canby, dans un discours qu’il a fait à la Société Historique de la Pennsylvanie en 1870. Avant cela, l’histoire était racontée parmi les cercles de la famille, avec Clarissa, la fille de Betsy, menant la charge. Après le discours de Canby, beaucoup des membres de la famille on attesté qu’eux aussi avaient entendu cette histoire racontée par Betsy.
Pendant que le nom de Betsy Ross devenait de plus en plus connu, la maison sur Arch Street où sa famille avait identifié qu’elle avait vécu fut achetée par Charles Weisgerber et « L’Association de la Maison du Drapeau Américain et du Mémorial à Betsy Ross ». En 1898, l’Association rassembla les fonds pour acheter la Maison et l’ouvrir au public en tant que musée dédié à Betsy Ross et le drapeau. Elle le fit en vendant plus de deux millions de certificats, décorés d’une reproduction à taille réduite du célèbre tableau « La Naissance du Drapeau de Notre Nation ».
- Filha de Betsy Ross
- Netas de Betsy Ross
- Neto de Betsy Ross
- Filha de Betsy Ross
- Descendente de quinta geração de Betsy Ross
2F – “Com as próprias mãos”
Muitas famílias transmitem histórias de geração em geração, e com a família de Betsy Ross não foi diferente. Enquanto seu marido compartilhava relatos sobre as batalhas na Revolução, Betsy narrava aos seus filhos, netos e sobrinhos a visita que recebeu de George Washington.
Após a morte de Betsy, no momento em que sua história se tornava mundialmente conhecida, seus familiares registraram depoimentos juramentados afirmando terem ouvido da própria Betsy que, “com as próprias mãos”, ela confeccionou uma bandeira para o general George Washington.
A análise detalhada do depoimento escrito por sua filha Rachel nos ajuda a dissecar a narrativa e avaliar o que é fato, o que é mito ou o que permanece incerto.
O QUE SABEMOS
“...ela [Betsy] já conhecia Washington anteriormente, e ele frequentemente a visitava em sua casa, tanto em visitas amigáveis quanto a negócios...”
MAJORITARIAMENTE VERDADEIRO – Não podemos confirmar se Washington fazia “visitas amigáveis” frequentes a Betsy, mas sabemos que ele conhecia o seu trabalho como tapeceira. Ele visitou John e Betsy Ross pelo menos duas vezes em 1774, quando encomendou a confecção de cortinas de cama.
“Que ela [Betsy] havia bordado babados para o peito e punhos das camisas dele [Washington]...”
POSSÍVEL EQUÍVOCO – É improvável que uma tapeceira tenha bordado babados para camisas, mas Betsy de fato fez cortinas de cama para ele. O saiote (a parte inferior de uma cama montada) era por vezes chamado de dust ruffle (babado de poeira). É possível que Rachel tenha se lembrado de ouvir a palavra “babado” e presumido que se referia às camisas.
“Que este desenho foi feito em aquarela por William Barrett [sic], um artista… Ele foi frequentemente contratado por minha mãe, posteriormente, para pintar os brasões dos Estados Unidos e dos estados em bandeiras de seda.”
PROVAVELMENTE VERDADEIRO – Não sabemos a data exata em que Betsy Ross começou a trabalhar com William Berrett, mas é indiscutível que eles já colaboravam em bandeiras em 1810. A loja do pai de William Berrett ficava na Rua Arch, no mesmo quarteirão onde Betsy morou nas décadas de 1770 e 1780.
A bandeira “foi feita por encomenda de um Comitê, do qual o Coronel Ross fazia parte, e Robert Morris também era um dos membros...”
PARCIALMENTE FALSO – Não existem registros no Congresso que indiquem a presença de um “comitê da bandeira”, mas isso não significa que esses homens não tenham sido encarregados de encontrar alguém para confeccioná-la. George Ross, Robert Morris e George Read (outro tio por afinidade de Betsy) estavam profundamente envolvidos na defesa do Rio Delaware. O primeiro recibo de bandeira conhecido de Betsy encontra-se nas atas do Conselho da Marinha da Pensilvânia.
2G – UMA CASA PRESERVADA
À medida que a história de Betsy ganhava força, a casa na Rua Arch (identificada no depoimento de Rachel) foi preservada por Charles Weisgerber e pela American Flag House and Betsy Ross Memorial Association. O local foi aberto ao público como um museu dedicado a Betsy Ross e à bandeira em 1898, graças às mais de dois milhões de moedas de dez centavos enviadas pelo público entre 1898 e 1930.
Certificado da American Flag House and Betsy Ross Memorial Association
1917
Acervo da Casa de Betsy Ross
A Casa de Betsy Ross
c. 1895
Acervo da Casa de Betsy Ross
Charles Weisgerber
c. 1930
Família de Charles H. Weisgerber
Breezeway
2L
“[O] valor histórico de Betsy Ross não precisa ser um conflito de interesses direto… Ela é importante para nossa compreensão da história americana não porque ela fez uma bandeira específica, por mais icônico que esse momento possa ter se tornado, mas porque ela era uma jovem artesã que abraçou o movimento de resistência com vigor, celebrou seus triunfos e sofreu suas
consequências.”
– Marla Miller, Ph.D.
Autora de Betsy Ross and the Making of America
2J
Bem-vindos à Casa de Betsy Ross, o museu que celebra a lendária criadora da primeira bandeira dos Estados Unidos. Betsy Ross é uma das mulheres mais famosas da história americana, conhecida principalmente por seu papel na criação das “Estrelas e Listras” durante a Guerra da Independência. No entanto, sua coragem, força e dedicação também são dignas de reconhecimento.
A vida de Betsy foi marcada por adversidades. Sua família e a comunidade Quaker a rejeitaram quando ela se casou com um homem de outra religião. Ela ficou viúva três vezes, duas delas antes dos trinta anos. Mesmo diante dessas e de outras infelicidades, Betsy prevaleceu como uma empreendedora de sucesso, gerindo seu próprio negócio em uma época na qual as mulheres não tinham as mesmas oportunidades que os homens.
Betsy Ross nasceu em 1º de janeiro de 1752, em uma fazenda em Nova Jersey. Foi a oitava de 17 filhos da família Quaker de Rebecca e Samuel Griscom. Seu pai, um carpinteiro bem-sucedido, mudou-se com a família para a Filadélfia quando Betsy tinha apenas três anos.
Betsy frequentou uma escola Quaker e concluiu sua educação formal aos quatorze anos. Naquela época, a maioria das jovens de sua classe social preparava-se para o casamento aprendendo a administrar o lar com as mulheres da família. A trajetória de Betsy, no entanto, foi incomum: ela tornou-se aprendiz de um talentoso e renomado tapeceiro da Filadélfia.
Betsy enfrentou a perda trágica de entes queridos com frequência. Duas de suas sete filhas morreram ainda bebês. Seus pais e uma de suas irmãs faleceram em um intervalo de poucos dias durante a epidemia de febre amarela.
Aos 24 anos, seu primeiro marido, John Ross, morreu em serviço na milícia local. O segundo marido, Joseph Ashburn, faleceu em uma prisão inglesa após seu navio ser capturado pelos britânicos, deixando a jovem viúva com duas filhas. Finalmente, ela viveu um longo matrimônio com seu terceiro marido, John Claypoole. Eles tiveram cinco filhas e foram casados por 34 anos até o falecimento dele.
Foyer – 3
CHARLES WEISGERBER
Fundador da Casa de Betsy Ross
Em 1898, Charles Weisgerber iniciou os esforços para salvar a Casa de Betsy Ross da demolição. Ao longo dos 30 anos seguintes, ele arrecadou fundos para restaurar a residência à sua aparência do século XVIII e, nesse processo, preservou um tesouro nacional.
A Casa de Betsy Ross
Reprodução da Fotografia Original
c. 1895
No final do século XIX, a família Mund era proprietária deste edifício, onde funcionavam uma taverna e uma tabacaria. Naquela época, a maioria das casas do século XVIII no quarteirão já havia sido demolida. Muitos temiam que o lar de Betsy Ross tivesse o mesmo destino. Charles H. Weisgerber, intrigado pela história de Betsy, deu início aos planos para salvar a casa.
Charles e Vexil Weisgerber
Reprodução da Fotografia Original
c. 1908
Weisgerber, sua esposa e sua filha mudaram-se para a casa em 1898, onde abriram imediatamente o primeiro andar para visitação pública. Em 1902, o filho do casal nasceu na própria residência. Demonstrando seu patriotismo, batizaram o menino de Vexil Domus, latim para “Casa da Bandeira”. Em feriados patrióticos, Weisgerber vestia a filha como Betsy Ross e o filho como Tio Sam.
VEXIL DOMUS WEISGERBER
Reprodução da Fotografia Original
c. 1905
Segundo um artigo do New York Times de 1908, Vexil Domus era “uma das atrações mais interessantes da casa”. Retratado aqui em um traje de marinheiro, Vexil cresceu e tornou-se o curador da Casa de Betsy Ross.
Certificado da American Flag House and Betsy Ross Memorial Association
Printed Paper
1899
Logo após se mudar, Charles H. Weisgerber e a American Flag House and Betsy Ross Memorial Association iniciaram uma campanha de arrecadação de fundos para adquirir a casa e restaurá-la à sua condição original do século XVIII.
Weisgerber apelou ao público americano, especialmente aos estudantes, para que fizessem doações à causa. Por dez centavos de dólar, o doador recebia uma associação vitalícia à instituição e uma cópia personalizada do certificado acima. Aqueles que formavam grupos de trinta membros ganhavam uma impressão da agora famosa pintura de Weisgerber, Birth of Our Nation’s Flag (retratada no centro do certificado), além dos certificados individuais. Foram doadas quase 2 milhões de moedas. Em 1902, Weisgerber comprou a casa por US$ 25.000 e iniciou a restauração para o período em que Betsy residiu no local.
Escultura de Sabão de Betsy Ross
Reprodução de Esboço e de Fotografia Original
1893
Charles H. Weisgerber usou seu talento artístico para ajudar a difundir a história de Betsy Ross. Em 1893, ele esculpiu uma estátua de Betsy inteiramente em sabão para a Dreydoppel Soap Company, da Filadélfia. A obra tinha quase cinco metros de altura, pesava cinco toneladas e foi exibida na Feira Mundial de Chicago. Mais de 27 milhões de pessoas tiveram a oportunidade de vê-la e conhecer melhor a história da famosa fabricante da bandeira.
Mulher com Balde Quebrado
Charles H. Weisgerber
Gesso pintado e madeira
c. 1890
Charles H. Weisgerber enviou esta pequena escultura ao Conservatório de Arte de Paris e recebeu uma bolsa de estudos. Mais tarde, Weisgerber usaria seu talento artístico novamente para criar uma das pinturas mais famosas de Betsy Ross, Birth of Our Nation’s Flag (uma cópia da obra pode ser vista no Salão).
4 – Salão
Durante quase um século, apenas a família de Betsy Ross conheceu a sua história e a da confecção da primeira bandeira. Foi somente em 1870, quando o neto de Betsy, William Canby, proferiu um discurso na Sociedade Histórica da Pensilvânia, que o país tomou conhecimento de sua notável avó e de suas realizações.
Segundo seus filhos e netos, Betsy contava frequentemente sobre o dia em que George Washington e outros dois membros do Congresso Continental entraram em sua oficina de tapeçaria. Ela reconheceu os visitantes ilustres e os convidou para entrar em seu salão. Eles lhe disseram que desejavam que ela confeccionasse uma bandeira para a nova nação. Betsy explicou que nunca havia feito uma bandeira antes, mas que estaria disposta a tentar. Um ano depois, em 14 de junho de 1777, o Congresso aprovou a Resolução da Bandeira, tornando as “Estrelas e Listras” (Stars and Stripes) a bandeira oficial dos Estados Unidos.
O Nascimento da Bandeira da Nossa Nação (reprodução)
Charles H. Weisgerber
1892
Óleo sobre tela
Dimensões originais: 2,75 m x 3,65 m (9’ x 12’)
Em 1892, Charles H. Weisgerber retratou a cena de Betsy Ross com o Comitê da Bandeira e a inscreveu em um concurso estadual, no qual conquistou o primeiro lugar e um prêmio de mil dólares. Pouco depois, a obra foi levada para a Feira Mundial de Chicago, onde milhões de americanos puderam contemplá-la e conhecer a incrível história de Betsy Ross. Atualmente, a pintura original encontra-se em exibição no Museu Estadual em Harrisburg.
Em 1898, Charles H. Weisgerber, junto a outros cidadãos mobilizados, fundou a Associação Memorial da Casa da Bandeira Americana e Betsy Ross para ajudar a salvar a casa na Rua Arch (hoje conhecida como a “Casa de Betsy Ross”) e garantir o lugar de Ross na história. No mesmo ano, Weisgerber abriu o primeiro andar da residência para visitação pública.
5 – Widow’s Bedroom
Registros fiscais indicam que Betsy e seus maridos não possuíam casa própria. Betsy alugava cômodos nesta residência de Hannah Lithgow, uma viúva. Na época, o imóvel era ocupado por diversos inquilinos simultaneamente. A Viúva Lithgow ou outra família que dividia a casa com Betsy pode ter ocupado o quarto dos fundos.
6 – Betsy’s Bedroom
Confeccionar bandeiras para a nova nação era uma tarefa perigosa. Se os soldados britânicos descobrissem, Betsy poderia ser acusada de traição e enviada para a prisão. Por isso, ela precisava realizar esse trabalho em um local reservado. Em uma casa com muitos moradores, seu quarto era provavelmente o cômodo mais seguro.
Betsy viveu um dos períodos mais difíceis da história da Filadélfia. No outono de 1777, os britânicos capturaram a cidade, confiscando tudo o que precisavam dos moradores. Soldados britânicos ocuparam as residências e levaram dinheiro, objetos de valor, roupas, cobertores e todos os mantimentos que encontraram. Betsy pode ter sido obrigada a dividir seu lar com soldados inimigos.
6B – Por que a bandeira está no chão?
Na época de Betsy Ross, não existia um Código da Bandeira oficial. Optamos por exibi-la desta forma para representar fielmente o desafio de costurar uma bandeira volumosa de três metros de comprimento — um tamanho comum no século XVIII.
Para respeitar o Código da Bandeira atual, há um tecido sob a peça que impede o contato direto com o chão.
7A – A Oficina de Tapeçaria
Reinterpretation for the Betsy Ross House Upholstery Shop, 2010, was generously funded by American Express.
7A – A Oficina de Tapeçaria
Os tapeceiros da época de Betsy desempenhavam uma grande variedade de tarefas. Além de estofar e forrar móveis, eles confeccionavam capas, cortinas, toalhas de mesa, tapetes, guarda-sóis, persianas venezianas, pingentes decorativos, colchões e cobertores. Além disso, frequentemente vendiam e instalavam papel de parede. Betsy incorporou a confecção de bandeiras ao seu ofício, tornando-se conhecida e anunciada nesta atividade durante toda a sua vida.
Não há registros de que o terceiro marido de Betsy, John Claypoole, tenha sido aprendiz de tapeceiro. No entanto, após o casamento e sua saída do serviço militar, ele passou a anunciar-se como tapeceiro, realizando trabalhos para cidadãos importantes da Filadélfia e para a legislatura da Pensilvânia. É possível que Betsy tenha ensinado o ofício ao marido ou simplesmente utilizado o nome dele para conduzir seus negócios em uma época de restrições às mulheres.
7B – Documentos de Óbito de John Ross
Betsy e John Ross foram casados por pouco mais de dois anos até a morte prematura de John em 1776. Estes documentos constituem a declaração formal de óbito e registram a transferência legal de seus pertences para Betsy. O inventário detalhado nos autos revela que ele possuía pouquíssimos bens na época.
De grande valor histórico, estes papéis contêm a única assinatura conhecida em que Betsy assina como “Elizabeth Ross”. Embora existam registros dela com os sobrenomes de seus outros maridos, Ashburn e Claypoole, esta é a única assinatura remanescente com o nome pelo qual ela se tornou mundialmente famosa.
Por favor, não fotografe os documentos de óbito.
8A – Cellar
O período de guerra foi difícil para muitos artesãos na Filadélfia. Os negócios de Betsy declinaram conforme a Guerra da Independência avançava. Como os colonos não buscavam mais serviços caros de tapeçaria, ela passou a aceitar contratos do governo como forma de obter renda extra. Os diários do Congresso Continental registram que, em 29 de maio de 1777, Betsy Ross recebeu mais de 14 libras, uma quantia significativa para a época, pela confecção de bandeiras para a Marinha da Pensilvânia. Ela também foi paga para fabricar balas de mosquete e cartuchos para o Exército Continental.
8B
Betsy contratou você para montar cartuchos de mosquete no porão enquanto ela sai para resolver alguns afazeres. Você decide:
Opção A:Seguir as instruções e começar a montar os cartuchos no porão
Ao retornar, Betsy agradece sua ajuda. Você recebe um ótimo pagamento pelo trabalho!
Opção B: Levar os materiais para a Oficina de Estofamento, onde há mais luz e você pode atender eventuais clientes.
Ao voltar, Betsy fica aborrecida ao encontrá-lo na oficina. Fabricar cartuchos, assim como fazer bandeiras, é um ato de traição! Vocês dois poderiam ter sido condenados se um espião britânico ou um legalista tivesse entrado na loja.
Betsy pede que você fabrique os cartuchos pela manhã, quando a iluminação no porão é melhor. Você decide:
Opção A: Acordar cedo para fabricar o máximo de cartuchos possível antes do almoço.
Betsy fica radiante por você ter feito tantos cartuchos antes do meio-dia! Ela o parabeniza pelo excelente trabalho.
Choix B: Dormir até mais tarde e esperar o cair da noite para fabricar os cartuchos à luz de velas.
Ao anoitecer, Betsy fica furiosa ao encontrá-lo no porão com uma vela próxima à pólvora negra! A pólvora inflama facilmente e você poderia ter incendiado a casa inteira!
Betsy mostrou exatamente quanta pólvora negra colocar em cada cartucho usando o medidor. Você decide:
Opção A: Colocar apenas metade da pólvora para conseguir fabricar mais cartuchos e ganhar mais dinheiro.
Os cartuchos que você fez com menos pólvora chegam ao campo de batalha, mas não têm carga suficiente para disparar corretamente. Muitos projéteis caem a poucos metros de distância, errando os alvos e colocando a vida dos soldados em risco!
Choix B: Usar o medidor para colocar a quantidade precisa em cada cartucho.
Betsy fica satisfeita por você ter seguido as instruções. Ela lhe paga e o convida para ficar para o jantar e a sobremesa!
8C – Lavar a Roupa
Manter as roupas limpas no século XVIII dava muito trabalho. Sedas, lãs e outros tecidos caros exigiam cuidados de profissionais especializados em limpeza e tratamento de fibras, de forma semelhante ao serviço de lavanderia a seco que utilizamos hoje.
Os moradores da Filadélfia lavavam as peças de uso doméstico (guardanapos, lençois, toalhas, camisas e roupas de baixo) a cada duas ou três semanas. Muitas famílias contratavam lavadeiras para realizar o serviço, uma tarefa que geralmente levava de dois a três dias para ser concluída.
8D – LES LAVANDIÈRES
Trabalhar como lavadeira era um ofício árduo e mal remunerado no século XVIII. No início do período colonial, muitas lavadeiras eram mulheres escravizadas ou servas por contrato. Ao final do século XVIII, a maioria era composta por mulheres negras livres e viúvas que lutavam pelo próprio sustento. Pouco se sabe sobre a maioria dessas mulheres, mas as histórias de algumas delas oferecem um vislumbre de suas vidas.
Uma viúva branca com dois filhos que vivia na esquina das ruas 3rd e Walnut. Após a morte do marido durante a epidemia de febre amarela em 1793, ela passou a alugar quartos em sua casa e a trabalhar como lavadeira, ganhando cerca de 3 dólares por semana. Ficou doente em 1801 e morreu na pobreza em um asilo de caridade.
Uma lavadeira negra e viúva. Entre 1795 e 1796, ela viveu em Knight’s Yard, na Rua Race. Em 1794, foi membro da “Classe Negra” na Igreja Metodista de St. George, mas posteriormente juntou-se à Igreja Episcopal Africana de St. Thomas.
Uma lavadeira negra empregada por Elizabeth Drinker, uma mulher Quaker abastada. Enquanto seu marido estava no mar, ela e seu filho pequeno, Michael, cuidavam da lavanderia de Drinker. Judath parou de trabalhar para a família assim que seu marido retornou da viagem.
8E – Dia a Dia: A Rotina da Lavadeira
A Noite Anterior
Deixe as roupas muito sujas de molho em água. Às vezes, adicionava-se lixívia ou urina, que contém amônia, um agente clareador.
Jour 1 – A Lavagem
Bem cedo, busque água no poço para ferver, lavar e enxaguar. Junte lenha para uma fogueira grande.
Ferva as roupas em um caldeirão sobre o fogo. Mexa com um bastão de madeira e transfira para uma segunda tina para serem batidas, escovadas e esfregadas à mão com sabão de lixívia. Repita o processo até que as roupas estejam limpas. Enxágue as peças em uma terceira leva. Adicione anil (como o índigo em pó) para branquear. Torça e pendure para secar, ao ar livre se o tempo estiver bom, ou em varais internos se estiver frio ou chovendo.
Jour 2 – Dia de Passar as Roupas
Comece o dia engomando as peças delicadas. Ferva a mistura de goma, deixe esfriar, mergulhe os tecidos e deixe secar. Aqueça dois ferros de passar. Passe as roupas pelo avesso para remover as rugas. Quando o ferro esfriar, troque-o pelo segundo. Continue o processo ao longo do dia até terminar.
Réchauffez deux fers à repasser. Repassez les vêtements à l’envers pour lisser les plis. Quand le premier fer aura refroidi, passez au deuxième. Continuez ce processus toute la journée, jusqu’à ce que le linge soit repassé.
Dia 3 – Conclua a passagem, se necessário.
8F – Do Mercado à Despensa
Os moradores da Filadélfia do século XVIII desfrutavam de uma grande variedade de alimentos e faziam compras de maneira muito semelhante à atual.
Às quartas e sábados, os fazendeiros traziam mercadorias para vender no mercado da High Street (hoje conhecida como Market Street). Os habitantes da cidade compravam carnes, ovos, frutas, vegetais e outros mantimentos. Também adquiriam peixes nos mercados localizados ao longo do Rio Delaware.
Lojas locais vendiam outros produtos: pães, especiarias, mostardas, chocolate, açúcar, conservas, artigos secos e, claro, chá — quando ainda não estava sendo boicotado!
8G – Que cheiro é este?
Cheire as setas e tente adivinhar o aroma de itens comuns em uma despensa do século XVIII. Levante a aba para revelar a resposta!
#1
Chá – Quando não estava sob boicote, o chá era uma bebida comum na América Colonial.
#2
Bacalhau Salgado – O peixe era um recurso abundante nas águas da Filadélfia.
#3
Especiarias para Conserva – As conservas preservavam vegetais e carnes para o inverno, quando não havia alimentos frescos disponíveis.
9A
Betsy retornou às suas raízes quakers em 1784, quando ela e seu marido John Claypoole se juntaram à Sociedade dos Quakers Livres, uma seita que, diferentemente dos quakers tradicionais pacifistas, apoiava a luta da América pela liberdade contra os britânicos. Registros mostram que Betsy era uma participante muito ativa; ela realizou trabalhos de tapeçaria para a Casa de Reuniões e era paga para fazer a limpeza do edifício.
Aos 76 anos, Betsy mudou-se para a fazenda de sua filha em um subúrbio distante da Filadélfia. Segundo sua família, ela continuava a fazer a longa viagem de carruagem até a cidade toda semana para participar dos cultos na Casa de Reuniões dos Quakers Livres, que ainda se encontra na esquina das ruas 5th e Arch.
9C – Receitas da Betsy
Passo 1:
Aqueça a água no bule de chocolate sobre o fogo.
Passo 2:
Rale o chocolate e adicione-o ao bule.
Passo 3:
Gire rapidamente o molinillo entre as palmas das mãos para espumar o chocolate.
Passo 4:
Despeje numa xícara e desfrute!
Passo 1:
Corte os vegetais em pedaços e coloque-os na panela grande na lareira, junto com o peru.
Passo 2:
Despeje um pouco de creme em uma tigela e misture-o na panela.
Passo 3:
Use uma concha para servir o guisado em uma tigela e aproveite!
Passo 1:
Procure por alimentos que ainda não foram utilizados. Eles dariam uma boa refeição?
Passo 2:
Coloque esses itens e um pouco de pão em um prato para a refeição. Bom apetite!
Comece garantindo que o fogo esteja pronto… use o fole para deixá-lo bem QUENTE!
9D – Molinillo
É assim que o molinillo se parece dentro do bule de chocolate. Gire-o entre as palmas das mãos para espumar o chocolate quente.
10A
Por volta de 1812, John Claypoole desenvolveu uma deficiência física, possivelmente relacionada a antigas feridas de guerra. A filha de Betsy, Clarissa, jovem e viúva, mudou-se para a casa deles com seus cinco filhos e um sexto a caminho. Com a ajuda de Clarissa, Betsy continuou a administrar sua oficina de tapeçaria e seu negócio de confecção de bandeiras. Após mais de 50 anos no ofício, a visão de Betsy, que falhava rapidamente, a levou à aposentadoria aos 76 anos.
Com o tempo, Betsy perdeu a visão completamente. Ela passou os últimos três anos de sua vida morando com a família de sua filha Jane na Rua Cherry, na Filadélfia. Cercada por seus familiares, Betsy faleceu tranquilamente enquanto dormia, em 30 de janeiro de 1836. Ela tinha 84 anos.
9B – O Chocolate Colonial
No século XVIII, as pessoas bebiam chocolate, geralmente no horário do café da manhã. Comerciantes importavam favas de cacau da América do Sul para a Filadélfia, e os moleiros as processavam, adicionando uma pequena quantidade de açúcar e sua própria mistura especial de especiarias, como canela, noz-moscada e até pimenta caiena. O chocolate era vendido em blocos de uma libra (aproximadamente 450g).
Para preparar a bebida, ralava-se o chocolate em água quente e, em seguida, batia-se o líquido com uma ferramenta chamada molinillo até espumar. Além de ser um café da manhã que saciava, acreditava-se na época que o chocolate podia ajudar no tratamento de doenças como a varíola ou a gota.
11 – Grave
Em 8 de maio de 1783, Betsy Ross casou-se com seu terceiro marido, John Claypoole, que passou a trabalhar com ela em sua oficina de tapeçaria. O casal teve cinco filhas. Por volta de 1810, a saúde de John ficou debilitada, possivelmente devido a um derrame, e ele veio a falecer em 3 de agosto de 1817, sendo sepultado ao lado de Betsy. Aos 76 anos, com a visão já enfraquecida, Betsy se aposentou e mudou-se para Abington para viver com sua filha, Susan. Após alguns anos, mudou-se para a casa de outra filha, Jane, na Cherry Street, na Filadélfia. Foi lá que faleceu tranquilamente enquanto dormia, em 30 de janeiro de 1836, aos 84 anos.
Os restos mortais de Betsy e John percorreram um longo caminho até o repouso neste local. Originalmente, o casal foi sepultado no cemitério Free Quaker Burial Ground, na S. 5th Street. No entanto, devido a obras no local em 1857, a família providenciou o traslado para o Cemitério Mount Moriah, no sudoeste da Filadélfia. Mais tarde, em 1975, às vésperas do Bicentenário da Independência, preocupações com a segurança e a manutenção de Mount Moriah levaram seus descendentes a transferi-los uma última vez. Hoje, Betsy Ross descansa em sua antiga e histórica residência.
COURTYARD
Bem-vindo à Casa de Betsy Ross!
Você já ouviu a história, mas ter costurado a primeira bandeira dos Estados Unidos da América é apenas uma parte da vida de Betsy Ross.
Rebelde corajosa; viúva enlutada; mãe trabalhadora; empresária; sobrevivente. Como era administrar uma loja sendo uma jovem viúva e cometer traição ao aceitar uma encomenda perigosa? Volte no tempo e pergunte à própria Betsy! Dentro da histórica Betsy Ross House, descubra artefatos, documentos e intérpretes históricos que revelam a vida extraordinária de uma mulher comum do século XVIII.
CONSIGNE DE LA COUR
- A Betsy Ross House tem o prazer de oferecer uma programação no pátio que é gratuita, sazonal e envolvente. Como cortesia aos artistas e visitantes:
- Por favor, evite correr, usar linguagem imprópria ou se envolver em outros comportamentos turbulentos.
- É permitido mover as cadeiras do pátio, mas, por favor, devolvam-nas aos seus lugares originais antes de irem embora.
- É proibido fumar, usar cigarros eletrônicos e consumir bebidas alcoólicas.
- Por favor, não suba, não obstrua os bicos das fontes, não beba água da fonte e não espirre água nela. Sinta-se à vontade para acariciar os gatos!
- Certifique-se de não bloquear o túmulo para que outras pessoas possam ver o local de descanso de Betsy.